TEMPO DE FRATERNIDADE

No começo, eu via Deus como um observador, um juiz que ficava de olho nas coisas erradas que eu fazia. Dai quando eu morresse, Ele saberia se eu merecia ir para o Céu ou para o Inferno. 
Ele estava sempre lá, como um presidente. Eu sempre soube quem era Deus porém não conhecia de verdade. 
Porém depois de um tempo quando conheci melhor ficou parecendo que a vida era como um passeio de bicicleta para duas pessoas e notei que Deus estava no banco de trás, me ajudando a pedalar. 
Dai de uma hora pra outra ele sugeriu que trocássemos de lugar, e a vida não foi a mesma deste então ... A vida com Deus pedalando tinha se tornado muito mais tranquila!!! 
Quando eu tinha o controle eu sabia o caminho, mas não andava na direção certa. Mas quando Deus assumiu a bicicleta (Ele conhecia atalhos maravilhosos) passei a subir montanhas e atravessar terrenos perigosos em velocidade alta! Tudo que eu podia fazer era seguir em frente! Porém tudo aquilo parecesse loucura Ele ficava dizendo:

- Pedale, pedale!!! 

Eu ficava preocupado, ansioso e perguntava:

- Para onde o Senhor está me levando?

E Deus ria tanto e não me dava uma resposta e eu comecei a confiar Nele. Logo me esqueci da minha vida rotineira, sofrida e comecei a participar da aventura. Quando dizia que estava assustado, Ele virava-se para trás e tocava minha mão e mandava pedalar.

No começo, eu não confiei muito em Deus quando Ele assumiu o controle da minha vida. Achei que Ele a destruiria. Mas o Senhor conhecia os segredos da bicicleta, sabia como incliná-la para fazer curvas fechadas, pular para evitar lugares cheios de pedras, aumentar a velocidade para encurtar os caminhos difíceis. 

Também estou aprendendo a ficar calado e pedalar nos lugares mais complicados e ainda apreciar a paisagem e a brisa fresca em meu rosto com o meu companheiro Deus. E quando estou certo de que não posso mais seguir em frente, Ele apenas sorri e diz: 

- Pedale ...

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Sejam misericordiosos como também o Pai de vocês é misericordioso (Lc 6, 36)
 
18 de março de 2019.
 
Começamos a segunda semana da Quaresma. Toda a Quaresma é um programa de crescimento cristão, que poderíamos resumir no apelo à conversão cultivada pela oração, pela penitência e pela caridade. E este já é o 13º dia de nossa caminhada. Em foco, hoje, a caridade: como tratar quem errou.
 
Não julgar, não condenar, perdoar, doar. Quatro ações onde exprimimos nossa comunhão com Deus no confronto com quem errou. Nós somos seus filhos. Imitando-o, exprimimos nossa condição de filhos. Jesus nos disse: Sejam perfeitos como o Pai de vocês é perfeito. Sejam misericordiosos como também o Pai de vocês é misericordioso.
 
Ele é misericordioso. É mais pai do que juiz. Não é só imparcial e reto.  Está escrito no salmo: “Se levares em conta nossas faltas, Senhor, quem poderá subsistir? Mas, em ti, encontra-se o perdão” (Salmo 129).  Nosso Pai é, sobretudo, misericordioso, não nos trata segundo nossas faltas.
 
Mesmo sendo nós, os responsáveis pela morte de Jesus na cruz, o Pai não nos condenou. Antes, pelo sacrifício oferecido pelo seu filho, abriu a porta da reconciliação e da restauração aos pecadores. Pela cruz, ofereceu o perdão.
 
Doar, emprestar, partilhar... são atitudes que copiam o modo como Deus,  generosamente, cuida de nós, e, em sua providência, nos alimenta, nos veste e sustenta. O convite é para sermos misericordiosos como o nosso Pai, por isso: não julgar, não condenar, perdoar e doar com generosidade.
 
Uma atitude muito comum de nossa parte em relação a quem errou, quando não é o juízo e a condenação sumária, é a indiferença. Pela indiferença, nos isentamos de sofrer com o outro, de ser solidários com a dor alheia. Ser misericordioso é interessar-se pela vítima e também pelo faltoso. Não se trata de acobertar o seu erro, mas de encontrar caminhos para que ele se recupere, se emende, se converta.

Acrescenta ainda o Senhor, que seremos tratados como tratarmos o nosso semelhante, em sua necessidade e em sua fragilidade. Não julgando, não seremos julgados. Não condenando, não seremos condenados. Perdoando, seremos perdoados. Doando, receberemos ainda mais. Com a mesma medida com que medirmos os outros, seremos também medidos. É exatamente isso que cantamos na Oração de São Francisco: Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado. Compreender que ser compreendido. Amar que ser amado. Pois é dando que se recebe. É perdoando que se é perdoado. E é morrendo que se vive para a vida eterna.
 
Guardando a mensagem
 
Imitamos a Deus no amor aos irmãos, particularmente pelos mais frágeis e sofredores. Esse amor se manifesta particularmente no confronto com os que erram. Nessa condição, o amor e o respeito pelos que cometeram erros se mostram em não julgá-los, nem condená-los. Ao contrário, oferecemos-lhe o perdão. Não somos juízes do nosso irmão. Isso não quer dizer que estejamos de acordo com o seu erro. Quer dizer que não nos arvoramos em juízes dele, pois também somos fracos e pecadores. Longe de cultivar ódio ou indiferença, oferecemos-lhe uma nova chance. Isso não o isenta de ser penalizado na forma da lei pelos seus atos, quando seu comportamento entra em conflito com a norma. Mas, não o abandonamos no seu erro, mas oferecemos-lhe o caminho da regeneração, do perdão. Assim, imitamos o modo misericordioso com que Deus nos trata, procurando ser misericordiosos como ele.

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