8 de setembro: Natividade de Maria

Podemos refletir sobre Nossa Senhora em duas perspectivas: a dos privilégios que ela recebeu de Deus, e a sua participação histórica em nossa salvação. As duas não se excluem, e não é por acaso que a festa do nascimento de Maria, no dia 8 de setembro, figura no calendário cristão nove meses depois da festa da sua Imaculada Conceição, dia 8 de dezembro.

As duas louvam em Maria a pessoa querida por Deus na vinda de Jesus. Todo aniversário é comemorado em data certa. De Maria não se sabe a data e não é propriamente o dia do seu nascimento que comemoramos, mas o sentido dele em relação ao mistério do Filho. Por isso, interessa-nos tudo o que a ela se refere e torna-se importante lembrar liturgicamente o seu nascimento, mesmo sem os detalhes históricos.

O significado da natividade de Maria está no que ela é dentro do desígnio de Deus.
O culto litúrgico realça o aspecto histórico à luz da revelação divina. Jesus não precisou deixar um ensino explícito sobre a importância do nascimento de sua mãe. O significado da natividade dela está no que ela é dentro do desígnio de Deus. É a mãe do Verbo encarnado.

Nela honramos aquele estágio ideal da história humana em que a misericórdia de Deus se revelou na aurora da salvação: a plenitude dos tempos (Gálatas 4,4). Ela precede o Sol da justiça! Nos desígnios do Pai a vida de Nossa Senhora foi previamente integrada na vinda do Salvador, Jesus Cristo.

Sem ela, não celebramos também dignamente o mês da Bíblia. Maria é portadora da Palavra-carne, a Palavra-viva do Senhor, o Verbo de Deus feito homem. Segundo os dados bíblicos, ela é indispensável no Projeto da Salvação inaugurado e realizado unicamente por Jesus. A devoção e o culto à Mãe de Jesus brotaram espontâneos nas comunidades cristãs desde a era apostólica.

Os Santos Padres, escritores mais antigos, já enalteciam a festa da Natividade de Maria, tirando conclusões bíblicas e poéticas. São Pedro Damião escreveu: “A natividade de Maria é o dia em que Deus começou a pôr em prática o seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa antes que o Rei descesse para habitá-la. Casa linda porque, se a Sabedoria constrói uma casa com sete colunas trabalhadas, este palácio de Maria está alicerçado nos sete dons do Espírito Santo… Como celebraremos o nascimento de Maria, templo do Verbo encarnado?”.

Rezando com Maria: Nossa Senhora da Natividade

Santo André de Creta (séc. 8º) vê Maria como uma espécie de “arco de triunfo” ou “porta triunfal” da entrada de Jesus na História. A história da Igreja e a Tradição cristã viram na pessoa de Maria a modelo exemplar da fé em Cristo. Nela, olhamos como num espelho para Jesus Cristo! E como peregrinos recorremos à sua eminente e maternal intercessão espiritual para conhecer a Verdade, seguir o Caminho e viver a Vida do seu Filho. O aniversário de Maria é para a nós um espelho. Quando a invocamos, vemos nela a meta da nossa identidade cristã. Por isso, seu aniversário é de certo modo nosso também!

Pe. Antonio Clayton Sant’Anna C.Ss.R.

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