O Padre Aparício

Foi um homem muito simples, profundamente humilde, que se santificou pelo cumprimento fiel dos seis deveres de cada dia. É, pois, modelo para todos os cristãos que queiram viver para o ideal altíssimo, que São Paulo exprime na carta aos Efésios: “Bendito seja Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que do alto dos Céus, nos abençoou com toda a espécie de bênçãos espirituais em Cristo”. O Pe. Aparício mostra-nos que este maravilhoso projeto de Deus é possível nos dias de hoje. Com efeito ele, que morreu no colégio Nóbrega no dia 21 de maio de 1966, trilhou um caminho acessível a todas as almas: Fidelidade à oração diária, que jamais omita, pontual cumprimento das Regras da sua Ordem, eximo na caridade, não falando nunca mal de quem quer que fosse, nem permitindo que o fizessem na sua presença. Mas a virtude em que mais sobressaiu foi a humildade. Jamais falava de si e, desde o noviciado, fizera este propósito: “Aproveitarás todas as ocasiões que se te oferecem para te humilhares... Procurarás ser um jumentinho de teus irmãos em todas as coisas possíveis”.

Seus restos mortais repousam no santuário Nª Sra. de Fátima do Recife. Humilde, caridoso, prudente, numa palavra, modelo de virtudes, estava preparado para desempenhar a função altíssima, que a Providência divina lhe confiou, de dirigir espiritualmente a Irmã Lúcia, vidente de Fátima, quando esta entrou no noviciado das Doroteias em Tui (Espanha) em 1926. A religiosa viu nele o homem de Deus em que podia confiar. Aprova é quando o padre Aparício saiu de Tui, a irmã Lúcia continuou a pedir-lhe orientação por meio de cartas como se vê pelos trechos seguintes:

“Senhor P. Mestre só Deus pode recompensar, e nas minhas pobres orações nunca esquecerei quem tanto bem me tem feito. Quando me ocorre alguma dúvida, recordo o que V. Revcia. Me tem dito ou leio as cartas que tenho de V. Revcia. e quase sempre encontro a resposta desejada...”

Não é apenas a Irmã Lúcia que se mostra reconhecida pela direção espiritual do Pe. Aparício. Muitos outros testemunhos se podem ler no livro que sobre ele se publicou. Uma religiosa brasileira, que o conheceu em Recife, exprime-se assim. “Pergunta-me, em sua carta, se ainda me lembro do Pe. Aparício? Como poderia esquecê-lo?! Depois de Deus e a Virgem Santa é a ele que devo tudo o que sou hoje. Foi para mim não apenas um Pai, um Papai, mas um verdadeiro Anjo da Guarda”.

Há centenas de pessoas que têm alcançado graças por intercessão do Pe. Aparício não só no Brasil e Portugal, mas até nos EUA e na África do Sul. Para se iniciar o processo de canonização, é necessário que o Servo de Deus goze de fama e santidade. Se você conheceu o Pe. Aparício ou ouviu falar dele, ou se alcançou alguma graça por sua intercessão, por favor comunique ao Pe. Antônio Mota.

Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora de Fátima

Projeto Social Padre José Aparício, SJ

 

 

Considera-se população em situação de rua (PSR) o grupo populacional heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular, e que utiliza os logradouros públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória. (Decreto Federal 7.053 Parágrafo único, Art. 1º)

Objetivo do Projeto:  possibilitar o resgate da dignidade humana da PSR através de atividades desenvolvida em três eixos – assistencial, formativo e trabalho/renda – com parcerias do Instituto Humanitas, Pastoral do Povo da Rua, Equipamentos governamentais, e qualquer outro que venha a contribuir com a melhoria da qualidade de vida da população atendida.

 

1. Âmbito Assistencial – formar grupo de voluntários envolvendo os frequentadores do santuário. Supondo aquisição da doação de uma casa por uma bem feitora do Santuário, decidir que tipo de trabalho será realizado. Distribuição de alimento. Possibilitar lavar roupas. Higiene pessoal. Cursos de artesanatos. Momentos de oração? ... (movimento da População de rua)

2. Âmbito Formativo – Instituto Humanitas. Formação em Políticas Públicas, Saúde, Direitos Humanos, Economia solidária, Feira de artesanato.

3. Trabalho/renda – Pastoral de Rua. Elaboração de currículo. Parcerias para cursos e empresas. Curso como se comportar em entrevista e no trabalho. Local com computadores para acesso a informações.

 

A coordenação do projeto Padre Aparício fica sobre a responsabilidade da vice-secretária da Cáritas Arquidiocesana, Luciana Soares Valença.

Texto de Pe Adroaldo, divulgado por Pe Alfredinho:

“Na Festa de Santo Inácio, dia 31 de julho,  partilho essa reflexão de Adroaldo sobre nosso santo fundador: 

“Nunca olhe para trás para ver o que já caminhou. Olhe para o seu coração
que carrega um mundo repleto de amanhecer e entardecer” (A. Yupanguy)

Quando S. Inácio de Loyola morreu a 31 de julho de 1556, surpreendeu a muitos o aspecto de seus pés calejados e maltratados. Eram os pés de um “peregrino”, como ele mesmo se qualificava no final de sua vida, o símbolo de todo um talante espiritual. Essa incansável mobilidade, de Loyola até Roma, não deixa de ser fascinante.   - Que visão há por detrás desse ímpeto por peregrinar, por dar passos?


Tanto nos Exercícios Espirituais como nas outras fontes inacianas mais significativas, descobre-se que S. Inácio recorre com frequência à linguagem metafórica do caminho para descrever a mobilidade, o dinamismo do encontro pessoa-graça. De fato, a Graça, longe de ser vista como algo estático, é apresentada como “um poder vivo, que desperta no homem um movimento. Não é um dom puramente ocasional, mas um acontecimento contínuo” (G. Kraus).
Nesse sentido, o termo caminho desempenha o papel de um eixo central no pensamento de S. Inácio. Daí a centralidade do caráter dinâmico do encontro pessoa-graça.  Os Exercícios enchem o espaço do encontro Criador-criatura de muitos e diferentes movimentos; é o lugar onde nem o homem nem a Graça nunca se encontram estáticos. Trata-se de “buscar e encontrar”, de “dispor-se e receber”...


      O importante não são os quês mas os paras dinâmicos: “o ser humano é criado para...”,  as coisas “são criadas para o ser humano e para que o ajudem” (EE. 23).
S. Inácio vê o exercitante em direção, em tensão-para, diante da inevitável pergunta:   - “que mais nos conduz para o fim que somos criados?’


A resposta a esta pergunta não se limita a um instante, mas se prolonga num contínuo “somente desejando e elegendo o que mais nos conduz para o fim...”  O desafio de re-situar-se permanente-mente diante de seu fim transcendente representa para a pessoa um “pôr-se em marcha”. Ela tem de aventurar-se, abrir-se “à Vontade divina na disposição de sua vida para a sua salvação” (EE. 1).


O encontro pessoa-graça em Inácio é ex-cêntrico. Os Exercícios conduzem efetivamente a um descentramento, deslocando a pessoa e pondo-a num movimento para fora. Não podemos esquecer aqui o princípio inaciano de que “cada um deve persuadir-se que na vida espiritual tanto mais aproveitará quanto mais sair do seu próprio amor, querer e interesse” (EE. 189).
Numa carta a S. Francisco de Borja (20 de setembro de l548), S. Inácio condensa o que se encontra nos Exercícios: “... porque Deus Nosso Senhor vê e sabe o que mais convém à alma; e como quem tudo sabe, Ele mostra o caminho de cada qual. Quanto a nós, para encontrá-lo, mediante sua graça divina, ajuda muito buscar e experimentar por muitas maneiras o caminho mais iluminado por Ele, mais feliz e bem-aventurado para nossa vida, toda guiada e ordenada para a outra sem fim, a que chegaremos abraçados e unidos a esses santíssimos dons”.

“Deus é o que move” (carta de S. Inácio a Alexio Fontana). Tal afirmação é a síntese não tanto do que é a Graça para S. Inácio, quanto de sua manifestação mais patente no acontecimento de seu  encontro com o ser humano. Essa é uma das expressões típicas do seu epistolário: a de que Deus queira “mover eficazmente o coração”. A aceitação da Graça equivale, então, à incorporação a uma caminhada. O caminho é uma peregrinação, e a pessoa se há de contentar “na peregrinação em que Deus Nosso  Senhor nos pôs para que caminhemos à pátria celeste” (Roma, 1553). À ação da Graça associa-se o desejo da pessoa. É a união de ambos que  possibilita tornar-se caminhante.

“Inácio não podia trabalhar com pessoas passivas, sem ideal e sem projetos.
           Pouco importava que esses projetos fossem loucos ou desejos desmedidos.
O importante é ser movido pelo desejo de se parecer de alguma maneira com nosso Criador e Senhor Jesus Cristo e de imitá-lo. Com uma pessoa  sem ânimo, que não se encontra agitada por desejos fortes, Inácio nada   podia fazer” ( P. Kolvenbach).

Celebração de Santo Inácio de Loyola

( Pátio do Colégio São Paulo no 31 de julho de 2018

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